quinta-feira, julho 03, 2014

Com o excesso de prorrogações na Copa, treinadores aprovam ideia da quarta substituição

André Jardine, Bruno Saymon e Cristian de Souza defendem mais substituições no jogo de futebol
            Dos oito jogos disputados pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2014, cinco foram para a prorrogação. Em duas partidas, foi necessária a decisão por pênaltis. Os gols não deixaram de acontecer no tempo extra, mas foi visível a dificuldade física de muitos jogadores. Cãibras foram registradas em atletas altamente preparados. Alguns deles, se arrastaram em campo.
            Como solucionar o desgaste das prorrogações? A Fifa deveria desenvolver outro modo de decidir classificações ou teria que permitir aos treinadores modificarem mais vezes suas equipes? O técnico do time sub-20 do Grêmio, André Jardine, não é favorável ao Gol de Ouro - Morte Súbita - utilizada nas Copas de 1998 e 2002
           - O Gol de Ouro deixa as equipes muito retrancadas, com medo de sofrer o gol. O ideal seria uma prorrogação com mais substituições. A prorrogação exige muito da parte física. Fica evidente o absurdo de só poder fazer três substituições - opina Jardine. 
           E se a Fifa permitisse uma quarta substituição para cada equipe em caso de prorrogação? O ex-zagueiro, hoje treinador, Bruno Saymon, é outro que concorda com um número maior de substituições.
         - Seria uma ótima idéia, pois a exigência dos atletas está sendo muito grande. Agora, quanto a acabar com a prorrogação no futebol, é uma pergunta a ser dividida com os atletas. Particularmente, acredito que seria muito bom porque evitaria o desgaste. Mas, para quem organiza o espetáculo, a prorrogação é mais rentável - observa Bruno.
         Cristian Souza, técnico do time sub-20 do Figueirense, estudioso do futebol, não é favorável tão somente à quarta substituição.
          - Três alterações é muito pouco, independentemente da prorrogação. Teria que ser liberado o "entra-e-sai" do jogador, o que seria fantástico para a qualidade do jogo e o trabalho coletivo. Seria emocionante, no aspecto da torcida. Mas, reconheço que seria uma mudança drástica - afirma Cristian.
          As substituições, em Copas do Mundo, eram proibidas até 1970, quando a Fifa passou a permitir duas trocas por seleção em cada partida. A terceira substituição foi implementada na Copa de 1994, mas uma delas era exclusiva para o goleiro. A terceira troca, sem restrição de posição, passou a valer na Copa de 1998.

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